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Fita Matricial: o que é, para que serve e por que ela ainda importa

Tem tecnologia que parece ultrapassada, mas quando você entende para quê ela serve de verdade, percebe que ela está exatamente onde precisa estar. A fita matricial é assim. Enquanto impressoras a jato de tinta e laser ganharam as casas e os escritórios modernos, a matricial ficou nas fábricas, nos postos fiscais, nas transportadoras, nos hospitais, nos cartórios. E a fita é o coração desse sistema. Sem ela, nada funciona. O que é uma fita matricial? A impressora matricial é uma impressora de impacto, ou seja: ela funciona pressionando agulhas contra uma fita impregnada com tinta, transferindo os pontos de tinta para o papel. É um processo simples e direto, que existe desde os anos 1970 e que, por razões muito práticas, não foi substituído por nada melhor em certos contextos. A fita matricial, também chamada de cinta ou ribbon, é o componente que armazena essa tinta. Ela fica instalada no cabeçote da impressora e vai sendo consumida gradualmente a cada impressão. Diferente dos cartuchos de jato de tinta, que param de funcionar de forma abrupta quando acaba, a fita vai perdendo intensidade aos poucos, dando tempo de reposição sem interrupção brusca. O rendimento médio de uma fita para impressoras matriciais de mesa fica em torno de 7 milhões de caracteres, o que equivale a mais de 2.000 páginas A4 completamente preenchidas. Para documentos comuns como notas fiscais, recibos e relatórios, esse número sobe muito mais. Para que serve? A fita matricial serve para manter a impressora de agulha funcionando. E a impressora de agulha serve para situações específicas que outras tecnologias simplesmente não conseguem atender com a mesma eficiência. A principal delas é a impressão em múltiplas vias, usando papel carbono ou papel autocopiativo. Notas fiscais em papel contínuo, formulários com duas ou mais cópias, conhecimentos de carga, holerites em envelope lacrado. Tudo isso só a matricial faz de forma confiável e econômica. Além disso, a matricial é a impressora com menor custo por página disponível no mercado. Uma fita bem dimensionada pode resultar em um custo por impressão muitas vezes menor do que em tecnologias laser ou jato de tinta. Quem ainda usa impressoras matriciais? Mais gente do que você imagina. A impressora matricial continua sendo a escolha de empresas que precisam de robustez, volume e baixo custo. Indústrias e armazéns Ambientes com poeira, calor intenso e variações de temperatura não são problema para a matricial. Ela funciona onde outros equipamentos não aguentariam. Transportadoras e logística CT-e, MDF-e, ordens de serviço, etiquetas com papel carbono como documentos emitidos em grandes volumes e que precisam de cópia física com validade jurídica. Escritórios contábeis e fiscais Emissão de DANFE, notas fiscais e recibos em volume. A matricial entrega isso com confiabilidade e manutenção mínima. Bancos, cartórios e órgãos públicos Muitos sistemas legados nesses ambientes ainda dependem da matricial. Substituir o sistema sairia muito mais caro do que manter o equipamento funcionando com a fita certa. Empresas com emissão de holerites em envelope A matricial imprime dados de pagamento em formulários de duas vias coladas, formando um envelope que o colaborador abre pelas bordas picotadas. É prático, seguro e econômico.  A Masterprint e a fita matricial: uma história que começa nos anos 1990 O Grupo Master não nasceu produzindo fitas. Nasceu rebobinando. Nos anos 1990, a fita matricial era um dos suprimentos mais demandados do mercado corporativo brasileiro, e a Masterprint enxergou aí uma oportunidade. O trabalho inicial era de rebobinação: fitas usadas eram recarregadas e devolvidas ao mercado, numa operação que exigia controle técnico, conhecimento do produto e confiança do cliente. Esse processo foi a escola da empresa. Ali, a Masterprint aprendeu o que faz uma fita funcionar bem: a qualidade da tinta, a tensão correta da cinta, a compatibilidade com cada modelo de impressora, o rendimento real que um cliente pode esperar. Com o tempo, a operação evoluiu para a produção própria. E o que era um trabalho de rebobinação se tornou uma linha de produção estruturada, com portfólio compatível com os principais modelos do mercado: Epson LX-300, LX-1170, FX-890, entre outros. Hoje, a Masterprint é um dos maiores produtores de fitas matriciais do Brasil. O setor de fitas segue ativo dentro do Grupo Master, com a mesma atenção técnica que marcou o início da empresa. Como escolher a fita certa? O primeiro critério é a compatibilidade: cada modelo de impressora tem especificação própria. Usar uma fita incompatível pode prejudicar a cabeça de impressão e comprometer a qualidade do impresso. Além da compatibilidade, vale observar: Rendimento declarado: quantos caracteres ou páginas a fita suporta. Esse dado costuma estar disponível nas especificações do produto ou com o representante. Presença de lubrificante: algumas fitas têm lubrificante incorporado, o que prolonga a vida útil da cabeça de impressão, um diferencial importante para operações de alto volume. Qualidade da tinta: impressões que precisam de clareza para leitura óptica ou para arquivamento exigem uma tinta de qualidade estável ao longo de toda a fita.   Uma tecnologia que sobrevive pelo mérito A fita matricial é uma solução técnica que continua sendo a mais eficiente para um conjunto específico de necessidades e essas necessidades não vão desaparecer tão cedo. Para a Masterprint, esse produto tem um significado além do portfólio. Ele é o ponto de partida de tudo. Foi com a fita matricial que a empresa aprendeu a olhar para um suprimento com seriedade técnica, a entender o que o cliente precisa de verdade e a construir confiança no mercado. Mais de 30 anos depois, a fita matricial ainda está aqui. E a Masterprint também. Quer saber quais fitas matriciais estão disponíveis no portfólio Masterprint? Fale com nosso time comercial ou localize o representante da sua região.   Post recentes