Vácuo protege o filamento 3D da umidade? Entenda o que realmente evita a umidade no material

É uma das perguntas que mais chegam para o setor de 3D da Masterprint: o filamento precisa estar embalado a vácuo para não pegar umidade? A resposta curta é não, e entender o motivo ajuda a resolver de vez um problema que atrapalha muita gente na hora de imprimir: o famoso fiapo entre as camadas, também chamado de stringing, e as peças que saem quebradiças ou com bolhas. Paulo Sica, responsável pelo setor de 3D da Masterprint, fez um teste simples para mostrar onde está o verdadeiro problema. A conclusão é direta: o vácuo cumpre uma função na embalagem, mas não é ele quem mantém o filamento seco. Para que serve o vácuo na embalagem do filamento Quando um rolo de filamento chega embalado a vácuo, a função principal daquele plástico compactado é proteger o material durante o transporte. Um rolo comprimido resiste melhor a quedas e impactos dentro da caixa, chega com menos risco de deformação e ocupa menos espaço na logística entre a fábrica e o cliente final. É proteção mecânica, não controle de umidade. No teste feito por Paulo, um rolo sem vácuo algum, com o plástico solto, apresentava sílica gel intacta e nenhum sinal de umidade. Outro rolo, também sem vácuo, tinha menos de meio litro de ar dentro da embalagem e a sílica seguia funcionando normalmente. Ou seja: mesmo com ar dentro do pacote, o filamento se manteve seco porque havia sílica suficiente para aquele volume de ar. O papel da sílica gel na proteção contra umidade A sílica gel é um dessecante: ela retém a umidade presente no ar ao redor do filamento antes que essa umidade chegue ao material. Diferentes fontes do setor de impressão 3D confirmam esse ponto e reforçam que a sílica é mais eficiente para prevenir a entrada de umidade do que para reverter um filamento que já absorveu água em excesso. Por isso, o papel dela é constante: ela precisa estar presente sempre que o rolo estiver fechado, seja na embalagem original, seja em uma caixa de armazenamento própria. Existe ainda uma variação prática que ajuda no dia a dia: a sílica com indicador de cor. Ela muda de tom conforme vai saturando de umidade, o que sinaliza quando é hora de trocar ou regenerar o dessecante (aquecendo em forno baixo até a cor voltar ao normal). É uma forma simples de saber se a proteção do seu estoque ainda está ativa. Onde a umidade realmente entra: o tempo fora da embalagem O ponto central do teste de Paulo Sica está aqui. O maior risco de umidade não acontece dentro da embalagem fechada, mas sim quando o filamento fica exposto ao ar do ambiente, seja instalado na impressora, seja guardado sem proteção após o uso. Para dimensionar esse risco, o teste usou como referência uma sala com 40 mil litros de ar. Com um índice de umidade relativa de 60%, o volume de água presente naquele ar é significativamente maior do que o meio litro de ar contido em uma embalagem fechada com sílica. É essa exposição prolongada, e não a ausência de vácuo, que costuma explicar peças com bolhas, estalos durante a extrusão, perda de brilho no PLA ou fiapos em excesso no PETG. A prática recomendada, confirmada por diferentes fabricantes e distribuidores do setor, é simples: assim que terminar de usar o filamento, ele deve voltar para um ambiente fechado com dessecante, e não ficar exposto na bancada ou preso na impressora entre uma impressão e outra. Nem todo filamento reage da mesma forma à umidade A sensibilidade à umidade varia bastante conforme o material, o que muda o nível de cuidado necessário em cada caso. Material Sensibilidade à umidade Sinais mais comuns Nylon (PA) Muito alta Pode comprometer a impressão em poucas horas de exposição PETG Alta Fiapos entre as camadas (stringing) TPU / Flexível Alta Falhas de extrusão ABS e ASA Moderada Perda de resistência mecânica PLA Moderada Perda de brilho, estalos e bolhas na extrusão Quem trabalha com Nylon ou TPU precisa redobrar a atenção ao armazenamento, já que esses materiais absorvem água do ambiente com muito mais velocidade que o PLA, por exemplo. Como armazenar o filamento corretamente entre uma impressão e outra A rotina de armazenamento é o que garante consistência nas impressões ao longo do tempo. Alguns cuidados fazem a diferença nesse processo: Guarde o filamento na embalagem original sempre que possível, com o sachê de sílica gel dentro e o fechamento bem vedado. Se o rolo já não estiver mais na embalagem de fábrica, uma caixa hermética com sílica em quantidade generosa cumpre a mesma função. Evite deixar o rolo instalado na impressora quando ela não está em uso, principalmente em ambientes com umidade relativa alta. Para quem trabalha com Nylon, TPU ou grandes volumes de estoque, caixas desumidificadoras com controle mais constante de umidade são um investimento que se paga em consistência de impressão. Vale reforçar: secar um filamento que já absorveu umidade em excesso é possível, mas o processo de secagem não desfaz completamente as alterações que o material sofreu. Prevenir com um armazenamento correto continua sendo mais eficiente do que recuperar depois. Perguntas frequentes sobre umidade em filamento 3D O vácuo na embalagem impede a entrada de umidade no filamento? Não. O vácuo reduz o volume de ar dentro da embalagem e protege o rolo contra impactos no transporte. Quem impede a umidade de chegar ao filamento é a sílica gel presente na embalagem. Por que meu filamento fica com fiapos mesmo guardado em casa? Na maioria dos casos, isso acontece porque o rolo ficou tempo demais fora da embalagem fechada, seja na impressora, seja exposto ao ar do ambiente. Quanto maior a umidade relativa do local e o tempo de exposição, maior a chance de o material absorver água. Todo filamento precisa do mesmo cuidado com umidade? Não. Nylon e TPU são os mais sensíveis e pedem armazenamento rigoroso. PETG, ABS e ASA exigem atenção moderada. O PLA é mais tolerante, mas também se beneficia
Grupo Master: 30 Anos de história, inovação e valores

Da rebobinação de fitas matriciais a filamentos 3D, conheça a trajetória do fundador Marcílio Travisan e os 30 anos que moldaram o Grupo Master. O começo de tudo: uma sala de madeira e muito trabalho Era o ano de 1996 quando Marcílio Travisan, então com 28 anos, tomou uma das decisões mais importantes de sua vida: abrir o próprio negócio. O espaço era simples, uma sala de madeira cedida pelo sogro. A equipe, enxuta: apenas um funcionário. O produto, nada glamouroso: a rebobinação de fitas matriciais. Mas por trás da humildade daquele começo, havia uma visão clara e uma vontade inabalável de crescer. De revendedor a maior produtor de Fitas Matriciais do Brasil Não demorou muito para que Marcílio percebesse que revender não era suficiente. A próxima decisão foi produzir as próprias fitas e foi aí que tudo mudou. A Masterprint cresceu e se tornou o maior nome do Brasil na produção e comercialização de fitas matriciais. Mesmo quando o mercado começou a encolher com a evolução tecnológica, Marcílio não abandonou esse produto. Hoje, a empresa é uma das únicas no país que ainda produz e comercializa fitas matriciais, atendendo uma demanda menor, mas fiel e real. Reinvenção constante: quando o mercado muda, a Masterprint evolui A capacidade de se reinventar é uma das marcas mais fortes da trajetória do Grupo Master. A empresa abriu os olhos para novos mercados e passou a negociar com parceiros internacionais, expandindo seu portfólio de forma estratégica. Hoje, a Masterprint é amplamente reconhecida por sua linha de excelência em: Materiais escolares de qualidade superior Papéis fotográficos para impressão profissional e doméstica Soluções completas para impressão com toners, cartuchos e tintas Filamentos para impressão 3D um dos setores de maior crescimento recente da empresa Essa diversificação não foi por acaso. Marcílio sempre esteve em busca de produtos que atendessem tanto novos mercados quanto os clientes que já fazem parte da história da empresa com quem mantém uma relação de respeito e amizade genuínos. Valores que Constroem: Família, Fé e Propósito Para Marcílio Travisan, o sucesso empresarial nunca veio desacompanhado de propósito. Desde o início, a Masterprint carrega dois pilares que ultrapassam qualquer estratégia de mercado: família e fé. O crescimento acelerado exigiu sacrifícios, especialmente nos anos em que o trabalho intenso e as viagens constantes significavam tempo longe dos filhos pequenos. Mas a família sempre foi o norte. Hoje, os próprios filhos de Marcílio integram o time da empresa, e muitos colaboradores que cresceram dentro da Masterprint são tratados como parte dessa família estendida. A fé também está presente de forma muito concreta: em todas as embalagens de todos os produtos do grupo, é possível ler a frase “Nós confiamos em Deus”, um posicionamento que reflete os valores pessoais do fundador e a identidade da marca. Do nome à marca: Masterprint se torna Grupo Master Com a expansão e a criação de múltiplas linhas de produtos e marcas, o que era Masterprint se transformou em Grupo Master. Mas o nome Masterprint permanece vivo e por uma razão muito simples: é o nome que está nas embalagens desde o começo, o nome que os clientes reconhecem, o nome que conta 30 anos de história. Hoje, o Grupo Master conta com cerca de 180 funcionários diretos, além de uma ampla rede de revendedores presente em todos os estados do Brasil e um portfólio com mais de mil produtos. 30 Anos: um marco, não um destino Três décadas depois daquela salinha de madeira, o Grupo Master é sinônimo de qualidade, inovação e solidez no mercado brasileiro. Mas, para Marcílio Travisan, esse aniversário vai além de celebrar o passado, é sobre continuar olhando para frente, com novos produtos, novos mercados e os mesmos valores que sempre guiaram cada decisão. A história da Masterprint é a prova de que negócios construídos com propósito, coragem para se reinventar e respeito genuíno pelas pessoas atravessam gerações. Parabéns, Grupo Master. Que os próximos 30 anos sejam ainda maiores. Quer conhecer melhor os produtos e soluções do Grupo Master? Explore nosso portfólio e descubra como podemos fazer parte da sua história. Post recentes