Impressão Off Set e sua evolução

15 de agosto de 2011 - por admin

A Impressão Offset origina da evolução do sistema de impressão Litográfica, que foi “inventada” por Alois Senefelder no ano de 1798, na cidade de Munique na Alemanha.

O termo Litografia origina-se do grego, onde:
Litos = pedra
Grafe = escrever

No processo “usava-se” uma pedra porosa, onde as letras ou figuras eram marcadas a lápis ou pincel, aplicava-se graxa ou óleo de linhaça sobre as imagens e depois humedecia-se a pedra.

A água adere às partes não cobertas pela graxa e óleo, protegendo essas partes, de modo a impedir que a tinta se espalhe por toda a pedra.
De seguida colocam-se folhas de papel sobre a pedra decalcando a imagem (processo de impressão directo).
Isso é possível porque a área de imagem (grafismo) é Lipófila e a área sem imagem (contragrafismo) é Hidrófila.

- Hidrofilia: afinidade que certos materiais tem com a água.
- Lipofilia: afinidade que certos materiais tem com corpos gordurosos.

Evolução do Processo Litográfico

Mais tarde, esse processo de impressão foi aperfeiçoado e foram inventadas máquinas cada vez mais rápidas.

O último aperfeiçoamento da impressão Litográfica foi o uso da matriz de zinco em vez da pedra.

Hoje em dia esse processo de impressão já praticamente não existe, devido as facilidades da Impressão Offset.

Impressão Offset

A impressão offset é a impressão litográfica aperfeiçoada e automatizada, porém há um fator diferenciado e importante: a impressão offset é um processo de impressão indireto.

Na impressão litográfica, o papel recebe a imagem diretamente da pedra ou da chapa de zinco através de um cilindro de pressão.

Já na impressão offset, o suporte recebe a imagem de uma borracha intermediária (cauchu) entre o cilindro da chapa e o cilindro impressor (ou de pressão).

A máquina de impressão offset possui três cilindros que formam a unidade de impressão, sendo eles:

- Cilindro da chapa

- Cilindro do cauchú

- Cilindro impressor

O cilindro da chapa é responsável pela acomodação da chapa (matriz / forma), sendo construído de aço ou ferro. Este cilindro possui um vão onde estão localizadas as pinças, que são responsáveis em “prender” a chapa no cilindro através dos lados que chamamos de pinça e contra-pinça.

O cilindro do cauchu tem a função de fixar o cauchu. O cauchu é uma borracha que recebe a imagem entintada da chapa e a transmite para o papel

O cilindro impressor é responsável em exercer a pressão necessária para transferir a imagem do cauchu para o papel. Este cilindro deve entrar em pressão quando a folha estiver a passar entre ele e o cauchu.

Evolução da Impressão Offset
Antes das máquinas de impressão offset serem “inventadas”, pouco antes de 1900, havia-se tentado aumentar o rendimento da litografia com o emprego das impressoras chamadas “Roto-Diretas”. Elas utilizavam zinco fixado em volta de um cilindro grande equipado com um sistema de tintagem e molha. Um pequeno cilindro marginava a folha, que entrava assim diretamente em contato com a chapa (impressão direta), com alimentação manual.

O rendimento de impressão atingia de 1.500 a 2.000 folhas por hora.

Máquinas de Impressão Offset

No início de 1900 via-se em diversas revistas técnicas americanas, artigos publicitários de máquinas offset fabricadas por empresas tais como: HOE, WALTER SCOTT e HARRIS. Em outubro de 1910 a HARRIS já propunha cinco tipos de máquinas offset. A velocidade máxima garantida pelo fabricante era de 5.000 folhas por hora.

Nesse mesmo ano, os seis formatos fabricados por outra empresa (WALTER SCOTT) iam de 70 x 75 cm a 95 x 145 cm.

Para a época, 1910, parecia um sonho quando víamos a proposta de uma máquina offset a imprimir 5.000 folhas por hora.

Essas máquinas foram por muito tempo de difícil manejo, devido à falta de recursos, e principalmente pela instabilidade do seu funcionamento. Atualmente ainda existem máquinas fabricadas em 1920 que imprimem excelentes trabalhos. Isso prova que desde o início a parte mecânica da máquina era mais importante que os métodos de obtenção das chapas. A partir da década de 1920, os métodos fotográficos permitiram uma maior regularidade no trabalho.

A evolução do processo foi sem dúvida muito rápida. Em todos os pontos do planeta estavam a ser realizados estudos para desenvolver máquinas cada vez mais rápidas e com melhor qualidade.

Não demorou muito tempo para surgirem máquinas fabulosas, que eram capazes de realizar a impressão de duas, quatro e até seis cores numa única passagem da “folha” pela máquina, sendo posteriormente desenvolvidas máquinas de retroverso; são máquinas que têm o recurso para realizar a impressão na frente e no verso numa única passagem pela máquina, como por exemplo: duas cores na frente e duas cores no verso, quatro cores na frente e uma cor no verso, ou ainda outras combinações.

Com a introdução da eletrônica e da informática a evolução das máquinas foi ainda mais espantosa, foram elaborados sistemas que possibilitam o controle da máquina de impressão através de computadores, sistemas que o operador pode realizar o controle da carga de tinta nos diferentes pontos da chapa conforme a necessidade, realizar o acerto das cores, mudanças de pressão conforme a espessura do suporte, limpeza do cilindro impressor e do cauchu, e muitos outros recursos através de simples toques nos teclados dos computadores (com comando a distância).

Hoje em dia estão a ser realizados estudos para facilitar e melhorar a impressão, sendo que os principais estudos estão voltados para o maior problema da impressão offset, o equilíbrio entre água e tinta.

Muitas chapas, tintas e dispositivos da máquina já foram elaborados para facilitar esse equilíbrio, mas já existem máquinas de impressão offset que não requerem água para realizar a impressão (water less) porém este sistema ainda não é muito utilizado. No sistema “water less”, o que possibilita a impressão sem água é a chapa, que possui uma camada superficial de silicone e uma base “de alumínio”, a imagem é gravada através de raio “laser” ou através de exposição convencional e o silicone é perfurando até a base de alumínio após a exposição, formando minúsculos orifícios (alvéolos). Sendo o silicone lipófobo (repele corpos gordurosos) e a base de alumínio lipófila (atrai corpos gordurosos) a tinta “pegará” apenas nas áreas perfuradas (imagem). A impressora tem que manter uma temperatura baixa e constante para não “derreter” o silicone que é sensível ao calor.

Existem também outros sistemas de impressão offset “water less” além do mencionado acima, e outros estão a ser desenvolvidos por todo o mundo.

A evolução não foi apenas em máquinas de impressão folha-a-folha, foi também em rotativas (que utilizam bobinas) e que contam com altíssima tecnologia.

Componentes básicos das máquinas de impressão offset folha-a-folha:

Os componentes (partes) principais de uma máquina de impressão offset são: mesa de alimentação, mesa de marginação, grupo impressor, mesa de recepção.

Sistema de alimentação

É responsável em conter as folhas (suportes) a serem impressas, sendo que quando accionada retira uma folha de cada vez e de forma constante da “pilha”.

É composta basicamente por bombas de ar (que realizam através de sopros a separação das folhas, e através de sucção retira a folha da pilha e encaminha-a para a mesa de marginação), com aparadores frontais (balizas) e laterais (esquadros) para manter o suporte sempre alinhado, e com palhetas e escovas para auxiliar a separação das folhas.

Mesa de Marginação

É responsável por marginar as folhas a serem impressas, ou seja, fazer com que todas as folhas entrem exactamente na mesma posição no grupo impressor para não haver variação no registo das cores nem variação na hora do corte no acabamento.

É composta basicamente por roldanas e guias, que conduzem o suporte até às balizas, onde o mesmo será marginado frontalmente, e por um esquadro lateral que realizará a marginação no sentido lateral.

Grupo Impressor
É o coração da máquina de impressão, o local onde ocorrerá a transferência da imagem para o suporte (impressão).

Existem diferenças entre cada fabricante, mas basicamente a máquina é composta por um cilindro da chapa, o cilindro do cauchu e cilindro impressor. Além do sistema de molha, que é responsável em humedecer a chapa nas áreas sem imagem (contragrafismo) para que essas áreas não recebam tinta, e do sistema de tintagem, que é responsável em tintar as áreas de grafismo (lembrando que essas áreas não aceitam água).

Sistema de Recepção

É responsável em receber e manter alinhado o suporte após passar pelo grupo impressor.

É composto basicamente por guias e correntes que recebem o suporte das pinças do cilindro impressor e o transportam até a mesa de recepção, onde é alinhado por aparadores frontais e laterais.

Assista ao vídeo de uma impressora Heidelberg Sormz:

MOV04124

One Response to "Impressão Off Set e sua evolução"

  1. Gomaq
    1 de junho de 201114:42

    Muito bem explicativo o post, parabéns! É por essa e outras evoluções nas formas de impressão que a tecnologia de impressão continua supreendendo a cada dia. A impressão 3D, por exemplo, é uma evolução fantástica que está revolucionando o jeito de imprimir. Abraços!

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